segunda-feira, 13 de julho de 2015

Camping Esportivo

Bom dia minha gente,
 
As férias do meu povo aqui vai de vento em popa. Estamos vivos e acho que nos divertindo muito, mas de qualquer forma, a atenção que posso dar a eles durante o dia, não é exatamente o que eles querem ou precisam. De manhã tenho arrumando a casa e feito comida enquanto eles brincam e nem posso dizer que sozinhos, essa é a vantagem de ter irmãos. Aí sirvo almoço e eles voltam a brincar enquanto eu recolho tudo, guardo, lavo os pratos e aí já invadi a tarde. Subo dou banho em 3 e quase acabou o dia.
 
Com pena deles por terem ficado em casa o dia inteiro, tenho levado eles no fim do dia para diversos shoppings, para participar das programações de férias que os mesmo oferecem e encerramos o dia com um lanchinho. Todos os dias eles têm falado que aquele dia foi o melhor. Rsrs, sinal que estou agradando com minha programação improvisada.
 
Mas uma mãe que conheci uma vez no shopping, justamente em um desses parquinhos, me indicou uma colônia de férias que seus filhos estão indo e tem uma proposta diferente. Essa não vai ao mar, trata-se de um camping esportivo e nem é necessário ir o mês todo. Se paga por semana, por criança e a gente pode escolher se vai toda semana ou não.
 
Pode começar as 8h, pra quem quiser, no meu caso os meus estão indo às 9h e têm atividades esportivas até 13h, de hora em hora. Basquete, vôlei, tênis, futebol e por aí vai. São crianças da mesma faixa etária, com um professor. Achei a proposta menos perigosa que ir à praia e mais interessante e saudável.
 
Levei eles para fazer um dia de experiência e decidirem se queriam ir ou não. Pois bem, foram e não queriam mais voltar. Nunca vi tamanha empolgação. No dia seguinte já não foram pois tínhamos viagem marcada e não conseguiram esconder a decepção. Passaram a viagem toda falando que queriam voltar para o esporte e hoje, os deixei em casa para descansar, pois chegamos 3 da madrugada, achei puxado leva-los para exercitar-se às 9h! E acordaram me enchendo o saco dizendo que não estavam nem um pouco cansados. Mais uma vez sinal de que gostaram né?
 
E no final ainda ganhei umas horinhas extras. Chorei desconto para 3 irmãos e me concederam horas extras ao invés de desconto. Eles ficarão até as 15h Sendo que esportes vai até 13h, depois disso almoçarão e terão uma horinha livre que poderão fazer jogos livres ou brincar de lego e tal que eles dispõem lá e ou ainda mesmo apenas correr por toda a área verde que possuem. Ou seja, será mais ou menos o equivalente ao tempo que passavam na escola.
 
Pra mim será uma mão na roda, aproveitarei o tempo para arrumar a casa, fazer compras, continuar abrindo caixas da mudança e colocando no devido lugar, estudar para o teste teórico pra tirar a habilitação italiana e qualquer outra coisa que surja.
 
No momento planejo leva-los uma semana sim e outra não. Me despeço por ora e prometo colocar fotinhas no próximo post. beijos

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Despedidas

Bom dia amigos,
 
Como alguns sabem, eu estava com minha prima aqui em casa há 2 meses e infelizmente acabou-se o que era doce e chegou o dia dela ir embora. Já tem quase uma semana e eu não me acostumei com a sua ausência ainda. Mas o motivo do post não é só falar da ida da prima, mas uma constatação que fiz a partir disso.
 
Então, eu já percebia um pouco isso mas agora confirmei: meus filhos são, como posso explicar isso em palavras? Posso dizer desapegados, talvez. Não que não se apeguem, mas se apegam com a mesma facilidade com que se desapegam. Fiquei pensando com meus botões se essa seria uma característica da nova geração ou se seriam mesmo deles, que foram habituados com despedidas.
 
E também nesses meus pensamentos que vão longe, ao mesmo tempo em que acho muito estranho, acho também bom, menos sofrido para eles, que moram longe e mesmo sem querer, têm que lidar com isso. Eu, ao contrário, sou apegada aos meus parentes e muito emotiva sofro mesmo. A sorte é que sou bastante equilibrada e racional ao mesmo tempo e logo volto à razão, lembro porque estou aqui e me convenço de que é uma oportunidade única que estamos vivendo e o destino pertence a Deus e aí fico feliz de novo. Rsrs Porque é verdade gente, muita gente não entende como e também se incomoda com isso, mas eu sou essencialmente feliz. Prefiro catar as coisas boas e vivê-las do que gastar meu precioso tempo remoendo um problema. Acho que se for genético, transmiti isso para as crianças e se for comportamental, aí sim terei a certeza que se não ensinei ainda, ensinarei.
 
Bom, como alguns sabem, o trio nasceu na Bahia e desde bebezinhos, tiveram os avós paternos presentes uma vês por mês conosco, pois a mesma morava no Rio e vinha todo mês para nossa casa e passava 1 semana, 10 dias e em seguida, ia embora. A super tia que também era do Rio, veio e passou uma temporada de 8 meses pra dar um suporte e depois nos deixou mas deu continuidade às visitas vindo sempre com a avó.
 
Quando eles tinham 1 ano e 6 meses, nos mudamos para o Rio e aí, aqueles avós maternos que estavam sempre tão pertinho, se afastaram. O avô ia sempre para o Rio e quase de 2 em 2 meses estava lá. A avó materna, que trabalhava, só ia 2 vezes ao ano. E era assim com as tias, primos, bisavô, padrinhos...
 
Estávamos sempre recebendo visitas de fora, que vinham só por eles e devo reconhecer e agradecer todo o esforço que faziam! No segundo aniversário deles no Rio de Janeiro, recebi 19 baianos na minha casa e mais um padrinho e sua esposa vindos do Recife, que ficaram em hotel. Nossa rotina era bem assim, só pra ilustrar o tema.
 
A primeira grande despedida que eu temia que fosse dramática para eles foi a das minhas ajudantes, que viram eles nascer, cuidaram deles comigo, foram para o Rio comigo até que eu conseguisse colocar a casa em ordem e aí, acabaram morando na minha casa e junto com eles 4 meses e eles eram apaixonados por elas. Pois bem, eles iam fazer 2 anos quando elas finalmente voltaram para Salvador. Nós adultos choramos horrores, eu e a Ana, que era bem mais apegada a eles e até o pai sentiu a despedida. Eles olhavam o chororô como se nada entendessem e no dia seguinte perguntaram onde estavam elas e eu disse que voltaram pra casa e eles concordaram com um tá bom, simples assim.
 
Depois disso outras tantas despedidas vieram e a reação deles era sempre a mesma. Com 1 ano e 10 meses entraram pela primeira vez na creche. Lá ficaram por 1 ano e meio e aos 3 anos e meio mudei eles de escola. Fiquei com receio de estranharem o ambiente, os colegas e os professores, mas foram tão bem recebidos na escola nova que mais uma vez, não sofreram.
 
Daí aos 5 anos, fizeram parte de uma separação para um lugar mais distante e eu já falei aqui como tudo aconteceu e que se adaptaram bem como sempre, se eu falar de novo aqui, deixará de ser despedidas. Rsrs E mesmo aqui, longe, começamos a nossa rotina de visitas. Em apenas 6 meses já recebemos os avós paternos, a tia Di, o avô materno e uma prima da mamãe. Ou seja, eles não tem noção da distância, do custo e do sacrifício, pra eles as pessoas continuam vindo e indo. E aí, finalmente veio a tal da despedida que me fez refletir e gerar esse post. A prima se foi. Mais uma entre tantas despedidas que tiveram e que terão. Eles encaram assim... Que bom né?
 
E dentro em breve os avós paternos e a tia Di já estão de volta, em seguida virá a vovó materna e seu marido e em seguida, iremos nós ao Brasil visitar todos e ainda aqueles que não conseguiram vir nos ver. Assim não estão deixando nem eles sentirem saudade né?
 
Já que essa foi a vida que eu e meu marido escolhemos para a gente e são o que as crianças têm pra hoje, que ela seja vivida em sua plenitude com o mínimo de sacrifício por parte deles. E assim seguimos vivendo, de leve, de boa e amadurecendo para  os próximos desafios!

domingo, 28 de junho de 2015

Encerramento Escolar parte II

Bom dia minha gente!!!
 
No último post falei do encerramento da escola do trio, formatura e modelo escolar aqui da Europa. Hoje posso falar um pouco mais dos detalhes, pois agora tenho mais informações. Esses últimos dias foram de eventos escolásticos por aqui. Nós tivemos uma reunião de pais e mestres na escola, onde eles expuseram o trabalho feito durante o ano e explicaram o passo a passo.
 
Depois teve um festival cujo tema foi o Pinóquio, fábula trabalhada exaustivamente por eles ao longo do ano, a festa de encerramento e agora, recebi o material didático usado por eles ao longo do ano e inclusive uma plantinha que eles mesmos plantaram e cultivaram com a chegada da primavera e que agora trouxeram para casa para darmos prosseguimento. Rsrs
 
Fiquei muito satisfeita com o que recebi. Como eu disse, eu tinha a impressão de o conteúdo aqui ser um pouco mais fraco que no Brasil. Agora não posso afirmar. Talvez não trabalhem exaustivamente como nós com as atividades de repetição e com trabalhos para casa, mas recebi o material deles e pude estudar com calma o conteúdo e é bem interessante.
 
A diferença é que no Brasil eu pagava uma taxa de mais de mil reais por criança referente ao material didático utilizado na escola deles, que eram módulos. No fim do ano eu recebia os módulos de volta e de fato eram vários e eles exploravam a ciência, matemática, língua portuguesa e inglesa.
 
Aqui não tem livro de inglês, embora tenham aulas de inglês. O material didático que precisou ser comprado foi um único livro, que me custou 10 euros. rsrs Mas ao receber todo o material deles, percebi que eles tinham a mesma abordagem, da ciência, matemática e línguas, mas com atividades feitas em classe que não necessariamente utilizavam o livro.
 
O livro que custou 10 euros é grande e multiabrangente. Bonito e atraente para as crianças. Além de tudo isso, eles têm aulas de educação religiosa e tiveram atividades que envolviam experiências praticas como cozinhar e plantar e cultivar suas próprias plantinhas.
 
Gente, eu não conseguirei agradecer o suficiente a atenção reservada por eles aos meus filhos. Eu sinceramente esse ano achei que seria apenas para aprendizado do idioma e o que viesse extra seria lucro. Mas eles conseguiram aprender o idioma e ainda realizaram o conteúdo programático proposto com bastante Êxito. Eu comprei uma lembrancinha para cada uma das 6 professoras que eles tiveram em gratidão e ainda assim será pouco, levando em consideração que se trata de uma escola pública aqui.
 
Eu com certeza vou sentir falta da família que formamos lá e que infelizmente durou pouquíssimo. As crianças então, nem se fala. Agora nos resta curtir as férias e torcer para que a próxima equipe seja tão boa quanto!
 
Seguem fotinhas!!! 
 
Esqueci de mencionar outra coisa que achei o máximo: Junto com o material deles que nos devolveram, nos deram também, de presente (eu não pague nada por isso), um kit de livros para as férias. Vem um livro de atividades, um de adesivos e 1 cd! Além disso um lindo cartão das professoras, para as crianças, com lindos dizeres sobre essa nova etapa que está por vir. Eles são super cuidadosos
 
 
Material Individual Devolvido


 
Livro Didático Usado no ano letivo

 
Kit férias

 
Cartinha da Professora

 
 
 
 
Plantinhas indo pra casa
 
 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Formatura

Olá minha gente,

Semana passada foi a festinha de formatura da escola das crianças e antes de falar sobre a festinha em si, devo falar um pouco sobre como funciona o sistema escolar por aqui pois é bem diferente do que temos no Brasil.
 
No Brasil, as crianças estavam fazendo o Pré I com 4 anos, esse ano fariam o Pré II e em 2016 a Alfabetização em si, onde aprenderiam a ler. No Brasil, no Pré I se aprende o alfabeto completo, no Pré II se juntam as sílabas e na alfabetização, como o nome diz, se alfabetiza. (Embora o Rodrigo tenha fugido à regra e já tenha saído do Brasil lendo e escrevendo palavras simples como Batata, pata, bola, sapo e por aí vai).
 
Depois da alfabetização no Brasil nós temos uma cerimônia que simboliza a formatura, a alfabetização. Já aqui, a festinha, até mesmo coloca-se o capello e tal mas não pelo mesmo motivo do Brasil. As crianças não foram alfabetizadas e ainda estão longe disso. Mas houve a formatura simbolizando a transição.

Errata [corrigindo meu erro :-)] -  Fiquei sabendo por amigas que o sistema no Brasil mudou há algum tempo e a formatura também acontece antes de alfabetizar pois a alfabetização passou a ser o primeiro ano do ensino fundamental e a formatura igualmente tem um valor simbólico sobre essa fase de transição, mas ainda há a diferença de conteúdo, que é muito grande, pois o primeiro ano fundamental no Brasil (antiga alfabetização) é com 6 anos e aqui com 7.

E também no Brasil, mesmo no Pré I, com 4 anos, eles tinham trabalhos pra casa 3x na semana. No Maternal II tinham 2x na semana... Aqui mesmo com 5 anos, não fazem trabalho em casa ainda. O conteúdo é bem menor se comparado com o do Brasil, mas precisamos tocar conforme a música e no momento estamos aqui.
 
A escola na Itália se divide assim:
 
A criança entra na escola aos 2 anos até os 5 anos, é onde temos o ensino infantil, chamada de escola materna.  (antes disso existem as creches particulares mas só para as mamães que trabalham e não têm ajuda para os bebês, o que não é comum por aqui).
 
Aos 6 anos as crianças seguem para a Escola Elementar, onde ficam por 5 anos (até os 10 anos de idade).
 
Daí eles seguem para o ensino médio que por sua vez, se divide em 2: O Ensino médio I onde fica-se 3 anos e o Ensino Médio II onde se fica mais 5 anos, até os 18, 19 anos e que é chamado de Ensino Médio Superior. Depois daí então pode se pleitear cursar a Universidade.
 
No entanto ao finalizar cada etapa dessa, eles fazem uma "formatura" para simbolizar o desfecho.
 
Então, calhou de as crianças, meus filhos, entrarem no meio do caminho de uma turma de 5 anos e, após 5 meses de escola, já tiveram a sua primeira formatura.
 
Aqui a alfabetização se dá ainda mais tarde no currículo escolar. É por idade. A professora deles conversou comigo, pois o Rodrigo evoluiu ainda mais nesses 5 meses aqui e já escreve bastante. Sozinho e em italiano. rsrs Ela falou que ele está muito adiantado e que deveríamos frear esse avanço. E me explicou que aqui eles aprendem as letras e tal aos 6 e se alfabetizam aos 7. Eu não superestimulo eles. Não faço nada além em casa do que o que fazem na escola, mas também não acho certo desestimular.  Cada um tem seu tempo e ele é bastante curioso e esperto. Tanto eu como o pai também lemos aos 5 e estamos muito bem assim.
 
Então é isso: como eu falei anteriormente, estamos em ritmo de férias, as aulas acabam semana que vem, semana passada tivemos a tal festinha mencionada, em breve 60 dias em casa e disso tudo fico um pouco triste pois logo agora que eles de fato haviam feito amizades, se desvincularam um pouco dos amigos do Brasil, que a todo tempo eram mencionados em brincadeiras, vão se separar novamente e vão começar tudo de novo em setembro, pois nem todos vão para a mesma escola... :( Mas é assim mesmo, vida que segue, vivendo e aprendendo, socializando sempre e ampliando o circulo de amizades sempre! Fiquem com fotinhas, beijinhos!
 
 



 
 







terça-feira, 16 de junho de 2015

Acquario di Cattolica

Oi pessoal,

Conforme prometido, o post de hoje será sobre nossa visita ao Aquario. As crianças desde pequena vão conosco à zoológicos, pequenos, grandes e de diferentes modalidades. Zoo comum, safari e até mesmo aquário. Com 1 ano fomos no Projeto Tamar na Bahia e lá eles puderam ver tartaruguinhas recém nascidas e tartarugas gigantes de quase 100 anos de idade ao vivo. Na hora estiveram interessadíssimos mas hoje nem lembram que foram. Ainda bem que existem fotos para provar. rsrs

Ainda fomos outras duas vezes no projeto Tamar de Aracaju - SE e embora seja até menor e com menos tartarugas, tem outras espécies de animais marinhos interessantes como arraias enormes, moreias e até mesmo tubarão. Eu gostei bastante. E eles, primeiramente com 3 anos acharam o máximo e na segunda vez, com 4 anos, a Luisa fez escândalo com medo de todas as espécies de animais. Optou por ficar no colo do pai e disse não querer voltar mais alí.

Então, quando eu vi a oportunidade de visitar novamente um aquário, grande e bem estrutrado, não pensei duas vezes.  Estávamos visitando a República de San Marino e eu vi um folder do Acquario di Cattolica, cidade italiana vizinha e decidi então, que no dia seguinte, quando estivéssemos voltando pra casa, passaríamos no Acquario. Falamos antes com a Luisa onde iríamos e como seria. Ela não gostou muito mas foi mesmo assim. Que jeito né? Voto vencido.

O Aquario fica situado na cidade de Cattolica, norte da Itália e para quem for viajar e se interessar segue o site para maiores informações: http://www.acquariodicattolica.it É dito que se trata do maior aquário da região do Adriático, é composto de 4 percursos distintos e tem um custo de ingresso de 19 euros para o adulto e 15 euros por criança. Mas vale a pena. No nosso caso, os pequenos e os grandes gostaram.
 
A Luisa, começou o passeio no colo por medo de sentir medo, mas no decorrer dos percursos, foi se soltando e no final curtiu tudinho. As melhores atrações foram sem dúvidas, os pinguins, que fazem um show à parte para os espectadores e os tubarões. No final tinha uma piscina aberta, para quem quisesse tocar nas arraias enormes. Minha prima que estava conosco no dia, mais corajosa e mais curiosa, experimentou. :)
 
Segue fotinhas.