segunda-feira, 13 de abril de 2015

Atualizando

Bom dia meu povo! Estou tentando dar um pulinho aqui pra desejar Feliz Páscoa pra todos mesmo antes da páscoa chegar mas não consegui parar 1 minuto sequer. Viajamos na Páscoa e no mesmo dia que chegamos, chegou também pra nos visitar minha sogra, sogro e tia Di.

As novidades por aqui são essas mesmo. Páscoa, viagem com o trio a Milão e trio cercado de mimos com a avó que ficará por aqui 20 dias. Em Milão bancamos os turistas e fizemos tudo que tínhamos direito. Andamos tanto... E as crianças, mais uma vez, resistiram bem. Fomos surpreendidos com frente fria. Esfriou muito e choveu também, mas nada que atrapalhasse nosso passeio.

Agora com a avó aqui, a Itália ficou mais interessante para eles, mas estamos igualmente turistando por aqui para tentar mostrar a ela ao menos um pouquinho da nossa vidinha aqui. E também para que ela conheça um pouquinho da Itália. Isso ocupará um pouquinho mais do meu tempo e explica um pouco meu sumiço temporário no blog.

Ainda sobre a Páscoa: no domingo as crianças fizeram uma caça ao ovo no hotel para encontrar seus ovos escondidos pela mamãe. Se divertiram bastante.

Volto em breve e espero ter novidades.





segunda-feira, 23 de março de 2015

Dia dos Pais

Sim gente, não tô ficando maluca ainda, embora pareça.

Aqui na Itália quinta-feira passada, 19 de março foi o dia dos pais. Descobri que o dia dos pais não é universal e tem países que comemora abril, maio, junho, julho, agosto, setembro e se não me engano, até outubro. Estranho mas tudo bem, esse ano seguirei o dia dos pais daqui. As crianças não tem noção do tempo pra saber que pra nós era em agosto e aqui é agora, muito antes. Eles estão na escola e lá se fala nisso há dez dias, aprenderam uma linda poesia para recitar para os pais e hoje trouxeram cartões feitos por eles, então vamos festejar.

Saí e comprei os presentes como fiz sempre porém esse ano tive que inovar. Descobri que a escola não fazia uma festa para os pais como no Brasil, as crianças apenas trariam o cartão e a poesia escrita para a casa. O cartão está lindo e a poesia ilustrada com desenho feito por eles, mas não achei o bastante! Ah, fala sério! Eles decoraram a poesia lindamente que eu não poderia ignorar. Eu sou besta e nunca me esqueço do meu primeiro dia das mães da escolinha que chorei horrores, sou dessas que curte a emoção.

Portanto decidi fazer a apresentação aqui em casa. Cada um se apresentou separadamente, afinal de contas são três interpretações diferentes. A poesia era em italiano, o pai teria 3 chances para entender o texto melhor e sempre um esquece um pedacinho, que o outro completa. Porque nós mães de fato resolvemos tudo né?

Acho que no final ele vai querer uma festa particular assim sempre. Sem ter que socializar e com a atenção toda pra ele. Maravilha hein?
Não poderia deixar de compartilhar com vocês um pedacinho do momento: o beijo dos 3 no amado papá. ;-)

 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 16 de março de 2015

Escola e Idioma

Olá minha gente,
 
Saudades? Eu também! Ou melhor, nós também! Rsrs
 
Então que o povinho aqui na escola estão indo de vento em popa. Fazendo novas amizades, contam todos os dias que fazem um amiguinho novo. No momento a Luisa é a mais popular, dizendo ela que conhece e já é amiga de todos. kkk Mas isso independe de Itália ou não, vai do jeito de cada um. A Luisa sempre foi mesmo a Miss Simpatia, ainda bebê coloquei esse apelido nela. Tem uma facilidade nata para se comunicar e se expressar. Extroversão é com ela mesmo. Juro que não sei a quem puxou! Rsrsrsrsrs
 
Natália apesar de ser a líder na parte de bagunça, ser extremamente atenciosa e carinhosa, ela se abre muito com seus amigos mas ela escolhe os amigos. Muito justo. E o menino já sabe, o amor da vida dele sou eu e pronto. O demais é desnecessário. Brincadeira gente, mas ele é de fato o mais seletivo e só se conhece mesmo o verdadeiro Didigo depois de muita intimidade. Mas pasmem! Já tem bastante amigos na escola. E os três chegam todo dia na escola recebido com festa: Rodrigo, Natália, Luisa! Todos gritam quando os vêem! Fico contente.
 
Na escola eles só almoçam e lembro que tinha gente curiosa sobre o que seria esse almoço. Vamos lá:
O almoço, um pouco carinho até, segue o ritual italiano: Primo piato, secondo piato, pane (pão todo dia, acompanhando a comida é regra) e sobremesa (fruta) ao final. No início era engraçado ver o relato dos três sobre a comida: Mãe, hoje almoçamos macarrão e a sobremesa foi carne e no final, quem comeu tudo ganhou um pão. kkkk
 
Eu expliquei como funciona a refeição daqui e pedi que eles experimentassem tudo antes de apenas dizer que não gostam. Então é assim: O primo piato é SEMPRE pasta: macarrão. Sendo que um dia é fusili, no outro espaguetti, no outro gnocci e por aí vai. Um dia com molho de tomate, no outro bolonhesa e da mesma forma segue adiante. Um dia ou outro, mas muito raramente, a pasta é substituída por um risoto. Nesse primeiro prato todos comem bem. O Rodrigo sempre repete, pra variar.
 
O secondo é uma proteína com uma salada então pode ser carne, peixe, ovo, frango e por aí vai. E a salada também varia: tomate e milho, espinafre, salada verde, coisa do tipo. Nessa parte eles comem a carne e deixam a salada. :( Tem dias que tem Purê, queijos diversos e alguns acompanhamentos assim e são igualmente bem recebidos.
 
E então vem o pão, que as meninas comem e o Rodrigo não e finalmente a fruta que em 1 mês e meio de escola foi sempre banana. Imagino que deva ser a fruta da estação, mas tô achando ótimo pois é a preferida deles.
 
Idioma: Eles já entendem tudo. Tudo mesmo. As pessoas na rua, a professora e até mesmo o desenho da tv perguntam coisas para eles e eles respondem: em português... Rodrigo que assistindo a tv, responde às perguntas que fazem nos desenhos em italiano. Mas na rua não dá bom dia nem boa tarde! Afff Mas aí volta àquela questão da personalidade de cada um e é sabido que o problema dele não é apenas o italiano, é o fato de por opção não querer socializar. Estamos trabalhando nisso diariamente.
 
Outro fator que ajudaria seria falar italiano em casa, mas tanto eu quanto Roberto estamos igualmente aprendendo e isso nos inibe também de falar e acabar ensinando errado. Porém eu decidi que vou falar o máximo que puder de italiano em casa e pedi o mesmo a eles. Ainda que misturássemos o italiano com o português quando não soubéssemos algo.
 
E como recompensa, prometi que se os 3 falassem em italiano o tempo todo em casa e na escola, ao fim de 1 mês, ganhariam um brinquedo. O negócio ficou divertido. kkk E aí se vê o quanto eles já sabem mas por vergonha não falam. Rodrigo inclusive é o que sabe mais. Formula frases inteiras no tempo correto e com algum nível de dificuldade que me surpreende a cada minuto, mas vai convencer ele de falar na rua...
 
A Natália é a mais engraçada, mesmo antes de eu pedir que eles falassem o italiano o tempo todo, ela já estava, mesmo sem perceber, misturando os 2 idiomas. Ela não fala mais aqui ou este. É sempre qui ou questo. E coisas assim que não me lembro agora. Acho que no frigir dos ovos, estamos muito bem na nossa empreitada. E como bons baianos assim vamos levando: devagar, sempre e sempre pra frente!!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Adaptação na escola.


Então meu povo, a hora tão esperada! Tá parecendo último capítulo de novela da globo: Todos os espectadores estão ansiosos pra ver e na hora: não tem nada demais. Kkkk Não por culpa minha mas foi mais ou menos assim mesmo. A adaptação foi igualmente sem traumas e não deu muito pano pra manga não. Só o Rodrigo fez uma novelinha própria.
Eles começaram a escola em 26 de janeiro, durante a primeira semana, combinamos de deixá-los lá 1:30h para ver como responderiam. Então comecei levando eles 9h e ia busca-los 10:30. Chamei uma intérprete pra facilitar na comunicação e a mesma ficaria com eles 1h por dia, 3x na semana. Na primeira semana os três dias foram consecutivos e quinta e sexta ficaram sós.
De cara as meninas ficaram bem, como se nada tivesse acontecido de diferente, mas o Rodrigo relutou. Na verdade ele foi contente e saltitante (ele adora escola normalmente) porém quando deixei ele lá, deixei sob protesto e choro. A professora me mandou ir e falou que se virava... Tá bom, fui embora, coração na mão.
No segundo dia, a própria professora falou que eu podia deixar 2h, deixei 9 e fui pegar 11h. Rodrigo chorou ao se despedir, mas logo desistiu e entrou na sala, porém sem interagir com ninguém. Terceiro dia a professora então pediu que eu os buscasse 11:30 e assim fui ansiosa pelo relatório do dia que ela me passava sempre que eu chegava lá. Dessa vez Rodrigo não chorou hora nenhuma porém se recusou a fazer qualquer coisa com a turma. Eu deixei de ter pena. Juro, ele se transformava quando chegava lá e saía saltitante me dizendo que foi tudo bem, diferente do que a professora me relatava.
Na quinta e sexta, deixei 9 e fui pegar 11:30, dessa vez sem intérprete, mas o problema que estávamos enfrentando não era de línguas, era desconforto do Rodrigo, que não gostou, pois não é do jeito dele, socializar, numa turma nova, com crianças estranhas e professoras estranhas que falavam idiomas diferentes. Ele simplesmente não gosta de ser tirado da zona de conforto, mas as vezes é preciso. A professora sempre muito atenciosa, se comunicava com êxito com as meninas através de gestos e desenhos e as meninas participavam, como qualquer outro aluno, das atividades propostas.
Na sexta, decidi junto com a professora, que a partir de segunda deixaria eles para almoçar na escola, mas ainda assim não deixaria em horário integral. Iria busca-los 13:30, até porque caso não almoçassem, eu precisaria de tempo hábil de dar almoço em casa.
Na segunda fui busca-los ansiosa pelo relatório do dia... Cheguei lá e muito desapontamento. As meninas, pra variar, tudo ok. Inclusive no almoço. Rodrigo regrediu. Agiu pior do que no primeiro dia. Dessa vez com malcriação, coisa que eu não admito aqui em casa, desculpa aqueles que acham normal, mas pra mim não é não. Desconforto é uma coisa, ser menos sociável é outra coisa e ser mal educado é outra totalmente diferente. A tia me contou que ele chorou todo o dia, se jogou no chão e na hora do almoço se recusou a ir para o refeitório, correndo da sala quando a tia quis que ele fosse. E como não foi ao refeitório, não almoçou. Em fração de segundos raciocinei que ele já tinha parado de chorar, já estava melhorando e que hoje, eu esperava melhora e houve uma piora significativa¿ Pedi desculpas a tia pelo comportamento dele e não pude evitar o choro enquanto fazia isso. Desespero por não saber o desfecho e vergonha por essa atitude inesperada. Ela me tranquilizou dizendo que essa parte podia deixar com ela que ela tem paciência e tem três filhos e sabe como é.
Conversei com Roberto e já não sabia mais o que fazer. O Rodrigo estava sem tablete pois o dele havia quebrado e o pai resolveu prometer um novo caso ele entrasse na escola, sem chorar, participasse das atividades como os demais e almoçasse direito. Ele topou o desafio.
Eu não fui muito a favor, afinal as meninas se comportaram desde o início e não ganharam nada por isso e o menino que resolveu ser rebelde, imploramos para ele um bom comportamento e com isso ele ganharia um prêmio¿ Oi¿ tem algo errado aí, mas deixei o pai assumir. Mas exigi que as meninas ganhassem algo também.
Adivinhem o que aconteceu¿ Ele entrou, sem chorar e comeu tudo exemplarmente! Daí você vê que não era sofrimento, era desconforto sim, compreensível, e ele queria que todos soubessem disso. Era protesto. Ainda acho errado, mas viva, uma melhora. Ainda não interagiu com os demais, nem fez as atividades, mas foi indo. O resto da semana foi fazendo progressos devagar, dia após dia. Na sexta-feira, a própria professora deu um ultimato a ele: Lunedí tu lavora. (Segunda você trabalha) e ele sacudiu a cabeça concordando.
Começamos a terceira semana bem, Rodrigo de vento em popa nas atividades e já começa a fazer amizades. As meninas também. Só nos ficou um impasse: um assunto mal resolvido: a novela do grembiule. (avental)
Na escola eles usam um avental em cima da roupa, é o uniforme deles. O das meninas rosa e branco quadriculado e o dele azul e branco quadriculado. Ele não queria usar de jeito nenhum. Já estava íntimo da escola mas quando falávamos de colocar o avental, ele chorava. E pra não desandar, a gente tirava, pra não piorar. Segundo as irmãs, ele achava que avental era vestido e coisa de mulherzinha. Depois ele disse que o dele estava grande, ridículo, eu procurei um menor, não achei e então fiz a bainha e deixei no tamanho ideal.
Na quarta semana, disse que ele deveria usar. Falei a ele que o acordo do pai era de participar de tudo que dizia respeito à escola, que aquilo era uniforme e que portanto ele deveria usar. Mostrei que fui dormir tarde fazendo a bainha e que então ele não tinha mais motivo de não usar. No dia seguinte que fomos colocar, ele deu um show. Deixei ele lá dando chilique, mas a professora tirou. Quando eu fui buscar vi que ele estava sem.
Tive uma conversa séria com ele e dessa vez ele me viu chorando. Acho que com piedade de mim e também por interesse no prêmio final, o tablete, ele usou no dia seguinte e foi assim até o fim da quarta semana. Hoje é segunda, começo da quinta semana e o avental já não é mais um problema. Ou seja: acabou a novela e todos foram felizes para sempre! 
P.S.: Ele ganhou o bendito tablet sábado passado e as meninas ganharam juntas a casa da Pepa!
P.S.2: Desde a segunda semana eles estão sem a intérprete. Ela não pôde mais ir e entendemos que o problema  não era comunicação. Recentemente a contratei para aula particular em casa pra eles. Ela virá segundas e quartas 1h por dia. Já tiveram duas aulas. A compreensão do italiano está ótima. Mas falar ainda só uma ou duas palavras soltas.
 
Ufa, espero que continuemos assim.
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Adaptação parte I

Então que chegou a parte que todos queriam saber! Uhu!!!
Bom, a adaptação dos 3 à mudança foi muito boa. Apesar de ser um país diferente e beeeeem distante (eles não tem a noção de quão distante é e eles já moravam distante de uns parentes, do meu lado da família, então pra eles foi como estar longe das duas partes e basta pegar um aviãozinho e tcharam: estamos ali! Então essa parte não foi sofrida). Eles não sabem que trabalhamos e não podemos pegar esse aviãozinho a qualquer momento, não sabem que a viagem no total leva de 14 a 30h pra chegar ao destino a depender das escalas, não sabem o preço da passagem, enfim, os problemas deixamos para os adultos. Rsrs
Idioma diferente. Não sofreram esse impacto também pois não foram expostos de vez ao mundo italiano. Ficamos uns 5 dias em hotel, pai e mãe resolvem tudo, nada de escola ainda, eles iam vendo umas palavras picadas em italiano e nós íamos traduzindo para eles. Quando iam de fato para a rua e alguém falava com eles, eles ficavam mudos. Simples assim. Gente, o universo infantil é tão menos complexo, eles resolvem as coisas com naturalidade e somos nós adultos que complicamos pois as vezes sofremos com antecedência. Mas eu não sou muito adepta ao comportamento do Peru em sofrer de véspera não; E assim vou levando, buscando olhar sempre o lado bom de tudo e meus filhos herdaram essa genética de mim. rsrs
Frio: saímos de um verão rigoroso do Rio de Janeiro para um inverno rigoroso da Itália. Não é uma Noruega ou Canadá, mas faz bastante frio. Foi uma mudança climática radical. E eles, mais uma vez tiraram de letra. O pai ficou doente e eles não. Depois de 30 dias foi que deu uma entupidinha no nariz das meninas, dei um anti -alérgico de uso continuo que eles usavam no inverno do Brasil e resolveu. Eu não preciso dizer que não tive nada né? Esse sistema imunológico aqui é Power! Kkk Voltando aos 3 e ao frio: apenas demonstraram desconforto em ter que vestir os casacos. Mas também durou uma semana. Eu colocava aqueles casacões que se compra aqui mesmo e próprio para o frio daqui e as meninas não queriam vestir. Rodrigo nem ligou mas Natália perturbou porque não queria usar mas ao sentir na pele a emoção do frio, ela que é mais friorenta, entendeu a necessidade e aceitou bem. A Luisa até hoje briga querendo tirar o casaco dela. Ela põe pra chegar no carro e já no carro quer tirar. É uma agonia! Passei a colocar um pijaminha flanelado nela por baixo, depois coloco mais umas duas blusas de manga comprida e no final um casaqueto leve e ela gosta. Ela não quer o grandão, aquele de ir para o polo norte. Rsrsrs Mas no fim, não sei se teimosia ou se ela sente menos frio mesmo, mas ela usa menos casaco que todos e não reclama do frio não. Então tá bom, deixa assim. Andamos viajando nos fins de semana. Estamos conhecendo bem a vizinhança, daí pegamos umas temperaturas ainda menores e comprei um gorro pra elas. Rodrigo não quis, mas usa o capuz do casaco e aceitou uma luva. Fui dando um jeitinho aqui e outro ali de cercar eles com cuidado sem sufocar. Ou seja, o problema não foi o frio. Nunca reclamaram do frio. O problema é se vestir para o mesmo. Rsrsrs Criados nús no Brasil né? Faz parte.
Comida: Também não reclamaram de nada, aliás, eu não sei se eles reclamam pouco mesmo ou se eu não dou margem a reclamações, mas acho que é um pouco de cada. Aqui é diferente sim. Não tem feijão com arroz nos restaurantes com muita facilidade, farinha com pimenta então nem pensar. Tem para vender no mercado e a casa é nossa, fazemos o que quisermos, depois que estávamos melhor alojados, fizemos feijão, arroz, carninha moída do jeitinho que eles gostam, mas no início, nos restaurantes da vida, era mesmo macarrão. Se dependesse dos italianos, no café da manhã, almoço e janta. Só mudava o molho e o formato do macarrão. Kkkk Como as crianças estavam acostumadas a fazer 4 refeições na escola, com cardápio de nutricionista, foi diferente sim, mas não diferente para ser ruim. Apenas diferente. Eles gostam de macarrão, então tá tudo beleza. Rodrigo desde o início amou. Kkkk
A comida na verdade dá um pouco de trabalho para mim agora pois eu tenho que fazer todas as refeições deles. No inicio então eram todas mesmo. Agora que eles almoçam na escola, eu faço apenas o lanche e a janta e aí fico naquela de tentar variar, agradar e buscando a praticidade também. Sim, porque objetividade e praticidade dentre outras, são palavras de ordem nessa casa.
E bebida? Essa foi um impacto maior pra mim, mas tudo bem. Aqui não tem a variedade de frutas que nós temos no Brasil. E os restaurantes não costumam ter suco da fruta. Mais comum achar de laranja. Eu e as crianças não bebemos refrigerante, graças a Deus. Eu estava evitando ao máximo os Sucos Néctares da vida pois são repletos de açúcar. Então no Brasil eu vivia de água e água de coco e as crianças de água e suco de uva. As vezes eu comprava os Dell Valle mesmo, pro fim de semana e durante a semana, os sucos de uva integrais, sem adição de açúcar. A depender da marca nem era necessário adicionar o açúcar em casa. Aqui não achei suco de uva nenhum. Nem tipo néctar. Pra ter o que oferecer a eles, andei comprando uns sucos de caixinha aqui. Comprei Frutas Vermelhas, que deveria ser parecido com uva... as meninas gostaram, Rodrigo não. Aí peguei de Mirtillo. Ninguém gostou. Maçã: só Luisa gostou. Achei uva, mas era uva vermelha: só as meninas gostaram. Ontem achei um de banana. Pensei: vai ser sucesso, todos comem banana! Só a Luisa gostou! Kkkkkk Eu e o Rodrigo no momento só bebemos água. Quando eu encontrar algo interessante de beber por aqui aviso a vocês.
Por último: a casa. A casa não preciso muito entrar em detalhes. As crianças se mega adaptaram. Nem parece que mudaram de casa. Se sentiram à vontade desde o primeiro minuto. A casa é bem parecida com a do Brasil. Tanto em estrutura como nos ambientes por dentro. Tem 3 andares, eles dividem um quarto, com 3 camas de solteiro, que ficam juntas e eles acabam dormindo todos juntos um por cima do outro, acharam diferente porém amaram que o banho aqui é na banheira e nos primeiros dias sentiram falta apenas da tv, mas problema que eu não demorei muito a resolver. Comprei logo uma e coloquei no quarto deles e agora comprei a minha. Rsrsrs A da sala, só quando a mudança chegar.
No mais é isso, como esse é um capítulo muito longo e cheio de detalhes, deixo a parte da adaptação da escola para o próximo capítulo. Até Breve.  Segue fotinha de uma das viagens, só pra ilustrar! ;-)