segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Independentes, como escolhi criar meus filhos.

Olá pessoas, 

Demorei mas voltei com um assunto interessante. Eu aqui em casa de vez em sempre estou recebendo alguns amiguinhos das crianças. Eles só se multiplicam por aqui porque eu gosto mesmo é de casa cheia, E com isso, percebo algumas diferenças dos meus filhos para os amiguinhos. Claro, diferenças sempre existirão pois existem características diferentes de pessoa para pessoa, criação diferente e capacidades diferentes mas isso me fez refletir que coisas podem ser aprendidas e melhoradas. Assim como eu vejo coisas que os outros fazem e guardo como lição pra por em prática quando puder, acho que também tenho algumas coisas que podem ser copiadas. E assim caminha a humanidade. 

Não sei vocês e adoraria ouvir outras histórias mas eu crio os meus filhos o mais independente possível e coloco regras das quais eu não abro mão, que facilita no meu dia a dia e talvez explique o porque eu não surtei ainda. Vira e mexe ouço comentários do tipo: não sei como você não enlouqueceu ainda, ou não sei como você dá conta (não sei como você aguenta é de doer), se fosse eu teria enlouquecido e de verdade, eu não estou nem perto disso e nem me lembrado de ter me descabelado no passado. E não é que meus filhos são santos, não, eles aprontam sim e eu dou graças a Deus pois é sinal de saúde e infantilidade, não poderia esperar o contrário, mas é que eu sou dura nas minha regras e light para coisas que eu não acho a pena me estressar, me explico jájá.

Então, sempre que pude fui deixando eles fazendo suas necessidades sozinhos. Se eles podiam fazer, eu não fazia por eles. Desde o primeiro momento que eles podiam fazer. Exemplo: vestir-se. Aos dois anos já faziam: colocavam a blusa mas não conseguiam a calça: eu mandava eles irem vestindo a blusa enquanto eu ia colocando a calça no outro e assim sucessivamente. Não me lembro a data exata mas acho que com 5 anos eles já se vestiam da cabeça aos pés sozinhos. Já pensou o quanto facilitou minha vida assim? 

Eu separava três montinhos com roupa íntima, camisa, short e meia. Dava banho em um e mandava ele pegar o montinho dele em cima da sua cama e se vestir e assim já ia dando banho no segundo, fazia a mesma coisa e partia para o terceiro. Quando acabava o terceiro, penteava o cabelo dos 3 e voilá!

E assim foi evoluindo até que hoje, aos 7 anos, eles tomam banho sozinhos, se vestem e se penteiam sozinhos. Eu continuo separando a roupa pois gosto de eu mesma escolher pra escolher a mais adequada, senão a vaidade das meninas fazem elas usarem a roupa mais linda para a escola que estragará no mesmo minuto então eu prefiro fazer a triagem rsrs porque senão estariam fazendo sozinhos absolutamente tudo. Já aconteceu de fazer, de precisar. Eu falo: abra o guarda roupa e pegue uma camisa, um short, uma calcinha (ou cueca) e a meia. Como aqui cada coisa tem seu lugar, eles sabem achar. Em momentos de sufoco já precisei dar essa autonomia. 

De vez em quando supervisiono o banho e aí vou corrigindo as coisas erradas mas no mais deixo mesmo a independência. O Rodrigo se limpa do número 2 desde cedo mas as meninas, por opção minha  eu limpei até pouco tempo e as vezes ainda faço quando estou perto pelas particularidades de ser menina e eu gosto de limpar direito mas elas também fazem sozinhas. 

Um dia desses veio um amiguinho aqui e ele falou: ué, eles tomam banho sozinhos? minha mãe não me deixa nunca. E na hora de ir embora ele pediu que eu o ajudasse a calçar o sapato dele pois aquele era difícil. 

Esse é outro problema: gente, no mundo da maternidade temos de ser o mais prática e objetiva possível senão realmente a vida será só lamentações. Meus filhos aprenderam a amarrar cadarço mas vamos combinar que é mais complicado. E solta toda hora, e eles tem preguiça de amarrar e aí eles ficam caindo... Aí em vez de você reclamar que não aguenta mais se abaixar 500x pra amarrar cadarço, compra um tênis de velcro! Porque ninguém merece te ouvir 500x reclamando da mesma coisa. Hoje em dia tem milhares de opções e tem até uns que são cadarço mas emcima tem um "arremate" com velcro. 

Hoje minha principal função é gerenciar o lar. Faço as compras para facilitar minha vida, dou instruções para as crianças e por final, depois de meio caminho andado, finalizo executando minha missão. Mais ou menos isso. Sempre fui assim e aqui na Itália precisei seguir à risca pois aqui não tenho empregada nem diarista, nem cozinheira, enfim, nem ninguém pra me ouvir reclamar da minha sina. Só o marido, coitado, mas esse já trabalha tanto que eu poupo sempre que posso, mas nem sempre consigo. rsrs

Coloquei uma sapateira na entrada da casa. É um móvel bonito disfarçado com um vaso de flor em cima. Não bagunça a casa pois não se percebe o que é. As crianças já sabem: chegou em casa, sapato na sapateira, roupa suja no cesto e direto para o banho. Olha só que adiantamento de vida!

Não sei quando eu decidi isso, mas em algum momento da nossa vida, eu passei a função de colocá-los para dormir para o pai. Achei que eu merecia uma folga e que isso seria benéfico para o pai e para eles uma vez que o pai estava fora o dia todo a trabalho. Ninguém mais questiona, já foi incorporado na rotina e funciona bem. Recomendo. 

Eu poderia dar mais mil exemplos mas acho que por hoje chega pra não encherem de mim, mas tenho outra curiosidade sobre minhas experiências com intuito de facilitar a minha vida para gerir essa turminha e manter a sanidade sempre. Eu fico louca quando vejo mães me perguntando porque eu não enlouqueci ainda. Quem me enlouquece são elas! E pra ajudar a sanidade de vocês, compartilho! Gente, tudo na brincadeira tá? 

Vamos repetir o mantra: Filhos são bênçãos e não fardos!!!

4 comentários:

Nanda Scandura disse...

Orgulho e admiração sempre!

Nanda Scandura disse...

Orgulho e admiração sempre!

Érika Scandura disse...

:D é assim mesmo a rotina

Érika Scandura disse...

:D é assim mesmo a rotina